Fruta típica do fim de ano, romã possui uma série de benefícios
Junto com panetone, frutas cristalizadas e castanhas, a romã faz parte
das tradições de fim de ano. Além de saborosa e versátil para ser usada
em saladas e sucos, a fruta, que pode ser aproveitada da casca às
sementes, também é um poço de benefícios para a saúde.
A romã é
rica em vitaminas A, C e nos minerais magnésio, manganês, zinco, cálcio e
ferro. “São esses, principalmente, os compostos que ajudam no controle
de imunidade e anemia”, explica a nutricionista funcional Karin
Honorato. Esses micronutrientes também atuam na saúde da visão, da pele,
dos ossos e no transporte de oxigênio para as células, entre outras
coisas.
A fruta também é rica em ácido elágico, que ajuda a
prevenir alguns tipos de câncer – principalmente os de pele –, auxilia
no processo anti-inflamatório e tem ação de proteção celular. “Nas
questões do envelhecimento precoce, de quebra e desgaste de colágeno, o
ácido elágico é muito bom para desinflamar e proteger”, aponta Karin.
Outro ponto positivo da romã é a propriedade antioxidante. “Quando a
pessoa come muito, ou está estressada, ou tem muita toxina no organismo,
formam-se muitos radicais livres. Se você não inibir esses radicais
livres, tem maiores chances de envelhecimento, mais perda de células,
maior probabilidade de doenças inflamatórias e câncer e de diversas
outras doenças adquiridas (não transmissíveis)”, explica a
nutricionista. Os ácidos gráxos da romã – flavonoides, ácido
clorogênico, caféico e málico – são potentes antioxidantes que auxiliam
na neutralização dos efeitos dos radicais livres.
Neuroproteção.
Além da extensa lista de benefícios, a romã ainda tem potencial para
mais. Uma nova pesquisa realizada na Escola Superior de Agricultura Luiz
de Queiroz, (ESALQ), da Universidade de São Paulo (USP), revelou que a
casca da fruta tem efeito neuroprotetor em ratos.
A pesquisadora
Maressa Caldeira Morzelle observou que o extrato da casca é capaz de
inibir a enzima acetilcolinesterase. “Essa enzima prejudica o sistema
colinérgico por meio da degradação de um neurotransmissor”, explica. A
inibição da enzima é a principal ação dos medicamentos usados para
tratar a doença de Alzheimer. Ainda na pesquisa, os camundongos que
receberam o extrato de romã também apresentaram uma maior manutenção da
memória, ao contrário das cobaias que não receberam a romã.
Pêssego e lichia são bons para a pele
Fim de ano também é época de frutas como o pêssego e a lichia, além de
ser tempo de comer alimentos como lentilha e nozes. Todos eles têm uma
lista de benefícios para a saúde.
A lichia é rica em vitaminas A e
C, além de ser uma fruta de baixo valor calórico. Da casca, é possível
fazer um chá que é bom no combate a diarreias.
O pêssego é uma
das frutas com maior quantidade de boro. “Esse mineral é muito
importante para a pele, para a produção de colágeno”, explica a
nutricionista Karin Honorato. Ele também é muito rico em vitaminas A e
C, além de ter muitas fibras. “O pêssego, então, é muito bom para o
intestino, é antioxidante, protege as vistas e é bom para a imunidade”,
diz Karin. Tudo isso, com uma baixa quantidade de açúcar e poucas
calorias.
Já as nozes, ricas em gorduras insaturadas, são
anti-inflamatórias, aumentam o metabolismo e ajudam no controle do
colesterol ruim.
Da família das leguminosas, as lentilhas são
ricas em proteínas e possuem poucos carboidratos. Possuem uma grande
quantidade de magnésio, cálcio, ferro e vitaminas do complexo B. (RS)
Origem. A romã é típica do Oriente Médio e da Ásia. Ela chegou ao
Brasil junto com os portugueses. Para os gregos, estava ligada à
fecundidade e, nos rituais de início de ano, simboliza prosperidade.